quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Até me dói na alma..

Adiei muitos dias tocar neste assunto.

Dói na alma ter de o fazer, mas manda a consciência que o faça.

O facto de acreditar em determinados princípios e valores, não deve comprometer a verdade, a lucidez, distância e sobriedade das análises que procuro aqui fazer.

Por muito que os fundamentos sociais, políticos, morais e especialmente, humanos, de uma qualquer doutrina sejam apelativos, aliciem e seduzam as pessoas, acredito que não se pode ignorar a história e os caminhos já trilhados, e que por vezes correm bem, outras mal, trazem problemas, orgulhos, embaraços, criaram divisões, ódios aversões ou comunhões.

É digno e sério assumir erros do passado, para que não se corra o risco de ser conotado com um branqueamento do passado, pois só assumindo o passado é possível corrigir e viver com realidade o presente, para poder preparar um futuro. Assumir erros do passado para com eles aprender e preparar com rigor e seriedade um futuro. O passado é histórico, foi real, mas já não o é.
É importante assumir um passado, para não cair no erro de dar espaço a que outros o reescrevam a seu bel-prazer, servindo os seus próprios interesses. O preço a pagar pode ser demasiado alto.
Não é sério. Não é lúcido nem sóbrio. Não é realista nem sensato. E isto é um problema, porque as pessoas gostam de ter pelo menos a sensação de que o futuro está a ser construído com base em premissas e ideias concretas, sóbrias e rigorosas. Por muito que hoje se viva em uma muito bem concebida realidade paralela.

Não se tenta desintoxicar um viciado em videojogos, com jogos de realidade virtual.

Sim, estou a referir-me ao artigo «A Chamada Queda do Muro de Berlim» que foi publicado no jornal Avante! a 6 de Novembro http://www.avante.pt/pt/2136/internacional/132905/.  Infelizmente não gostei de ler e verificar que ainda existe um Estalinismo pulsante no coração deste partido que tanto prezo.

E sobre o assunto tenho apenas mais uma observação a acrescentar:
 Concordo completamente com a insinuação do título deste texto - A Chamada Queda do Muro de Berlim, é mesmo a "chamada queda" porque na verdade, o Muro foi derrubado!

Mustekem-mos!




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Doença do séc XXI


Está descoberta a verdadeira e única doença do séc. XXI. Quais doenças mentais, diabetes ou obesidade?! Não meu caro leitor, a doença do séc.XXI é provocada por por um vírus, o ATCV-1, que anda por aí impune, no ar, nas moscas, nas peles, nas roupas, na água, no espaço, na Terra, na existência... é o nome técnico porque desde há alguns dias passou a ser conhecida a ESTUPIDEZ.

Enfim, muitas "bocas e comentários" foram feitos em relação a isto, incluindo o inevitável: "é natural a estupidez propagar-se, é um vírus". Por isso não vim aqui repeti-la.

Mas eu vou mais longe.

Como vírus que facilmente habita na água, compreendo agora como é que o snobismo da burguesia política cria assim um "ciclo delicioso" do chá das 5, que se vai auto-estupidificando (e se de inicio inconscientemente seria, com o avançar da maleita, tornar-se-ia irreversível), o que nos vai condenando à prepetuação da incompetência das "natas" (e aqui que ninguém nos ouve, e sem querer ser indelicado, vão à merda se me vierem dizer que a fervura da água eliminaria o vírus, tornando-o assim ineficaz de modificar o nosso ADN, como todos muito bem sabem, a estupidez é uma maleita crónica e de raramente possível remoção, e se de mais provas precisam, experimentem despejar uma chaleira em cima de um qualquer estúpido, e depois venham-me dizer que ele ficou inteligente por isso! Quando derem por vocês, muito provavelmente além de estupidez estão-vos a ser atribuídas muitas outras maleitas com nomes muito feios!).

Ora, por outro lado, isto não significa que seja uma doença selectiva, não é certamente uma doença destinada às altas classes da sociedade. Se não reparem, além da "estupidez" propriamente dita, este vírus, segundo fontes oficiais e científicas fidedignas, "ataca o cérebro e limita a aprendizagem e memória."

Compreende-se agora e cada vez com mais clareza como é que determinados pulhas incompetentes ganham eleições e maiorias.

O povo português está estúpido, não é mais uma ofensa ou um protesto, ou uma teoria da conspiração, uma tentativa de ser o sal na terra, não é mais uma frase de iluminados corajosos e nada populistas. É um diagnóstico. Ao estilo do Dr. Gregory House, mas um diagnóstico.

O povo português está doente. Está doente o povo mas é a "nata privilegiada", aquela que mais precisa que nos rebenta com o Sistema Nacional de Saúde. É a forma de garantir que nunca irão morder na mão em que nunca comerão.

Está certo.

Mustekem-mos!!!



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Visionário

António Costa é um visionário! Começou a ver chegar turismo russo em fragatas e bombardeiros, taxou-lhes  passeio!

Para primeiro ministro não sei, mas por este andar, pelo menos na economia ou finanças já se safava, ou pelo menos, é promissor!-ainda sem pasta ou palácio e já dá cartas assim, só vos digo: com este dedinho para taxar por uns  dinheiritos extra, agora sim, Passos Coelho pode ficar preocupado, afinal tem concorrência a sério!

E não deixa de ser notável o altruísmo, em procurar ir buscar dinheiro a contribuintes de outras nacionalidades! A isto é que eu chamo internacionalismo monetário, e um combate à xenofobia e racismo que deixaria a Benetton monocromática de inveja!  Afinal de contas, se os portugueses pagam, nada mais apropriado do que os outros também pagarem, não são mais nem menos, até porque discriminação positiva, também é discriminação e está errado!

O facto dos portugueses não lisboetas acabarem por ter de pagar também é que é chato, mas também, como efeito colateral é fraquinho, nunca tivemos muita sorte mesmo. E também merecemos tudo isto, afinal, para além de termos vivido acima das nossas possibilidades, também temos uma ingenuidade, (ou ignorância nem sei), que nos leva a ser mesquinhos e injustos com uma série de cabecilhas que andam por aí. Mais uma vez António Costa já deu provas da sua natureza visionária e empreendedora, se não mesmo, da sua compaixão política - estas últimas cheias em Lisboa, mais não foram de que um ensaio bem sucedido, para concluir um estudo que põe fim a tantos anos de incógnitas -os submarinos do senhor Paulo Portas, foram comprados para poder circular pela capital que pediu emprestado o nome a Ulisses, tendo já em perspectiva e atenção que o degelo das calotas polares viria a ter na geografia nacional. Afinal de contas quem é quem é que nunca quis ir ao domingo ver a bola ao Estádio da Luz montado num "Tridente" ou em um "Arpão" ? Com sorte cruzando a rua era só fazer pontaria!

É brilhante que a salvação política de Paulo Portas venha da acção modesta, mas visionária de um autarca, que por acaso foi eleito a candidato a Primeiro Ministro pelo PS, isto para não falar que provavelmente o livrou de uma estadia confortável em instituições do estado, com direito a banhos comuns ( ou se calhar não foi assim um favor tão grande, ainda que, com a perspectiva das próximas cheias, pode também acreditar que Costa consegue mobilizar tão bem a capital como o seu partido, e com uma adesão tão grande do Mega Piquenique do Continente ainda aprova uns Banhos Públicos Naturistas com Tágides e taínhas).

É por esta razão que concordo e faço de minhas as palavras de Luís Pedro Nunes, quando aclama António Costa, como o único e magnífico, Buda do Chiado, ou como também já li por aí, Gandhi de Lisboa!


Mustekem-mos!


"A Prinsusa e as Três Fadas" - Tesourinhos Antigos Recuperados

 A professora pede aos alunos que escrevam uma história sobre fadas. A do Carlinhos rezava assim: -"Era uma vez uma prinsusa..." A...