quinta-feira, 7 de maio de 2026

"A Prinsusa e as Três Fadas" - Tesourinhos Antigos Recuperados

 A professora pede aos alunos que escrevam uma história sobre fadas. A do Carlinhos rezava assim:

-"Era uma vez uma prinsusa..."

Aí, a professora interrompe e diz:

- "É princesa que se diz e não prinsusa!"

- "Não, Sra professora, nesta história é mesmo prinsusa."

E continua:

- "Era uma vez uma prinsusa, que vivia suzinha na turre do seu castalho e estava traste, muito traste por estar suzinha.


Resolve então enviar um bilhuto a um prinsusu que também vivia suzinho na turre do seu castalho e que também estava traste, muito traste.


Escreveu muitos bilhutos até que um dia, o prinsusu agarrou no seu cavalo e cavilgou, cavilgou, cavilgou pela florista fora, até chegar ao castalho da prinsusa!


Quando chegou à purta do castalho da prinsusa deu-lhe um pintapu e a purta caiu.


Subiu a correr até à turre da prinsusa, e arrebentou com a purta do quarto da prinsusa… ele olha para ela..., ela olha para ele..., ele olha para ela... ela olha para ele...  e pimba, deu-lhe três fadas!!!"

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Gentes Estranhas

A ignomínia da soberba é geralmente mais nociva que aquela que é originada na educação. Ou na falta desta. Dividem, conquistam e governam assim os vendilhões, falsos profetas, fanfarrões, galifões. Esses filhos da puta, grandes cabrões.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Entranhas



Ah, doces Entranhas
Florais Cartas Foral,
Existências comprometidas
Sem compromisso,
Alocadas, resignadamente,
A essa sensação pífia pérfida,
Tangente a essa gente que sente
Sanção premente, Ser,
Essa coisa, cuja marca se faz notar,
Mais na presença ausente da perda,
Do que pela pura e simples inexistência.
Ah… As Entranhas...
Lixo. Sentimentos.
Bacocos rococós burlescos.
Lóbis de chocolates.
A sua abominável e intangível feição,
Canção de céu e mar,
Traja desgosto, mágoas,
Efémeras carcaças,
Fenómeno metafísico, execrável, cruel.
Figura-se castigo por existir,
Proclama-se sádico, se não chega.
Assume-se se já se foi.
Papel.
Ah... Entranhas...
Entranhas minhas...
Fogo ácido da minha carne.
Esgoto se sente, no desgosto.
Estruma-me a alma,
Esperança nas novas ilusões,
Por germinar.
Tristes e enfadonhos relatos.
Aborrecem-me, de tanto me aborrecer.
Relatos estes me ensinaram:
Vida vã, sentir.
Relatos das entranhas.
Estranhos. Entranham-se.
Se contorcem elas sobre eles
(entranhas sobre os relatos, salvo seja!)
Se contorcem sobre repugnantes crostas, nojentas
Teimam estas em não cicatrizar,
Ora crosta, ora carne,
Alma aberta, esvaída na fome sedenta,
Susto e Medo.
Ah... Entranhas...
Vísceras minhas.
Manifestadas já as existências,
Desse asqueroso paquiderme na sala.
Espasmos de alma, peito e carne.
Assim nos compra. Ele.
Promessas eternas, ilusão,
Onirismo, Ilusionismo, Surrealismo,
Tosco e Patético, Feliz Lirismo.
Entranhas essas... Pesado os pagam a todos.
A todos.
Preço visceral que se entranha nas Entranhas.
Palpitações.
Revoltam-se as entranhas, revoltas.
Resulta sempre afinal,
Naquilo que produzem sempre.
As entranhas.

Cano(n)s.

"A Prinsusa e as Três Fadas" - Tesourinhos Antigos Recuperados

 A professora pede aos alunos que escrevam uma história sobre fadas. A do Carlinhos rezava assim: -"Era uma vez uma prinsusa..." A...