Lobotomia a cada dia, não sabe o bem que lhe fazia:
Se a uns confere alegria,
A outros sabedoria,
Ou mesmo sagrado silêncio,
Língua vazia, sem fel, magia,
Dispensa a torcida na confraria,
E a soberba que enoja e arrepia!
Assim, babando com bonomia,
Magnânima vontade de bons dias,
Se ama parca existência,
Fogos-de-Artifício e bonitas artes,
Passeios, belas paisagens, o Sol - o Mundo!
Ignora no entanto
Humores, egos e demais génios,
Benefícios e tricas reles,
Ridículas existências,
Idiotas e imbecis,
Ignaros e Fanfarrões,
Só importam pratos e colchões,
As fraldas e as comichões!
Ahh.. assim deve ser..
Felicidade!
Isso é que era.
sábado, 13 de janeiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
Conversas
-Hei, Tu!
-Quem, Eu?
-Não, Tu!
- Foi o que perguntei, Eu?
-NÃO! TU!
-Ah, TU!
-SIM! PORRA, estava a ver que não!
- Que foi, afinal?
- Falta-te um botão!
- E tanta coisa para isso? Falta-me um botão?
- Sim! De nada já agora!
- Não tenho nada para te agradecer, uma estupidez dessas!
- Mal agradecido!
- Não, tu é que és mal-criado!
- Como?!??!
- A dizer porra, e palavrões desse género!
- Só uso do venáculo como força de expressão, e de qualquer forma a culpa é tua, tu é que és lento das ideias..
- Lento o tanas!! Vens-me dizer que me falta um botão, quando estou nu!
- Então, mentira não é, falta-te um, é verdade, mas se querias que eu fosse mais preciosista podia ter-te dito que te faltam vários!
- Vai-te fo..
- Quem é mal-criado agora? Além de grosseiro ainda falas para as pessoas enquanto estás todo nú! Que grosseria!
- EU NÃO FALEI PARA NINGUÉM, ESTAVA CALADO, TU É QUE ME INTERROMPESTE!!
-Interrompi? Mas se não falavas para ninguém..
- Interrompeste o meu acto inteligente de estar calado!
- Então cala-te lá à vontade, e continua a passear-te por aí todo nu, em todo o uso da soberba e exibicionismo! Lemnbra-te só disto - falta-te um botão!
- Vai pastar!! Estou nu!!
- Pois estás...
- E dizes que me falta um botão!?
- O que torna tudo ainda mais triste...
- Triste és tu!!
-Não me parece..
- Tu levas!
- Não é boa ideia..
- Porque não, olho à belenenses!
- Saltava à vista, mas não aconselho..
- Porque não?
- Vais-te magoar...
- Magoo-te a ti!
- E a ti no processo..
- Olha.. que barulho é esse aí nas escadas?
- ...
(ruídos)
- Lá em cima, por favor! Há horas que não pára de discutir com o espelho!
-Quem, Eu?
-Não, Tu!
- Foi o que perguntei, Eu?
-NÃO! TU!
-Ah, TU!
-SIM! PORRA, estava a ver que não!
- Que foi, afinal?
- Falta-te um botão!
- E tanta coisa para isso? Falta-me um botão?
- Sim! De nada já agora!
- Não tenho nada para te agradecer, uma estupidez dessas!
- Mal agradecido!
- Não, tu é que és mal-criado!
- Como?!??!
- A dizer porra, e palavrões desse género!
- Só uso do venáculo como força de expressão, e de qualquer forma a culpa é tua, tu é que és lento das ideias..
- Lento o tanas!! Vens-me dizer que me falta um botão, quando estou nu!
- Então, mentira não é, falta-te um, é verdade, mas se querias que eu fosse mais preciosista podia ter-te dito que te faltam vários!
- Vai-te fo..
- Quem é mal-criado agora? Além de grosseiro ainda falas para as pessoas enquanto estás todo nú! Que grosseria!
- EU NÃO FALEI PARA NINGUÉM, ESTAVA CALADO, TU É QUE ME INTERROMPESTE!!
-Interrompi? Mas se não falavas para ninguém..
- Interrompeste o meu acto inteligente de estar calado!
- Então cala-te lá à vontade, e continua a passear-te por aí todo nu, em todo o uso da soberba e exibicionismo! Lemnbra-te só disto - falta-te um botão!
- Vai pastar!! Estou nu!!
- Pois estás...
- E dizes que me falta um botão!?
- O que torna tudo ainda mais triste...
- Triste és tu!!
-Não me parece..
- Tu levas!
- Não é boa ideia..
- Porque não, olho à belenenses!
- Saltava à vista, mas não aconselho..
- Porque não?
- Vais-te magoar...
- Magoo-te a ti!
- E a ti no processo..
- Olha.. que barulho é esse aí nas escadas?
- ...
(ruídos)
- Lá em cima, por favor! Há horas que não pára de discutir com o espelho!
quarta-feira, 8 de março de 2017
Mulher
Mulher
Perfeita.
Tão perfeita como a imperfeição se quer,
Ser único, autêntico... Única...
Personalidade ternamente implacável,
Libertou em mim,
Em toda a sua fúria graciosa,
Tempestade serena, que És,
Furtiva, presente,
Uma paixão que não se agarra
Mas se sente.
És o Vento.
Sinto-te mas não te posso agarrar.
Acalmas-me e abalas-me,
Combalido, não te consigo antecipar.
Oiço-te, mas não te vejo,
Fecho a mão, mas nada,
Vazio.
Não te posso agarrar.
És o Vento que tudo fustiga.
Que que era, mas já não o é,
Depois de ti...
Sem ti...
E Mar... Vejo-o agora claramente também...
És Mar uno com o Vento...
Transparente mas poderoso.
Poderosa.
Esmagarias gigantes... Com a força desse mar,
Se esse capricho assim te assaltasse a vontade,
Mas não... Vais, e vens, e vais...
E vais...
A maré mudou.
Essa força demolidora que vive em ti é Soberana.
Falou.
Tu és Força, Energia, Vida e Ser.
Jamais conseguiria eu fazer justiça
Tentando conter ou descrever
Em apenas palavras,
Nunca!
Por mais anos que eu o fizesse
Independentemente dos anos
Que pudesse vir a Viver...
E foi essa existência Tua,
Que me esmagou desde o primeiro momento.
Fascínio e espanto,
Esta obsessão doentia,
Apaixonada que não quer largar,
De uma forma estúpida, infantil,
Incoerente, inocente mas despropositada...
Mas Fútil... Inconsequente...
Não encontra mais palavras para se exprimir,
E sobretudo, para se fazer Crer...
Crer no Querer...
E lembro.
Lábios doces de provar...
Amor que desconcentra e desnorteia os sentidos...
Estremece-me e envolve as vísceras em espasmos palpitantes...
Cabelos... Deleitosas cortinas de aromas, sensações e emoções...
Iludem os sentidos...
Perco os sentidos...
Perco o pé...
Mas hoje choro.
Hoje já foi.
Não fui merecedor desta criatura que,
Por mais que tente,
Não acho forma, palavras,
Para descrever e lhe fazer Justiça...
Toda a fúria do que não fui, mas tu foste,
Toda a Culpa daquilo que sinto,
Mas que Sinto que deixei de o provar,
Das provas que tu me deste e do que tu sentes...
E eu não dei...
Esmaga-me o peito...
Estrangula-me a alma
Agoniza-me a existência,
Por cada vez mais, menos merecedor me sentir de ti...
Do teu amor...
Sei que não deixarei eu de te amar...
Com isto vou ter de viver...
Amo-te... E mais não é possível dizer,
Pois por mais que a mulher que eu amo,
Para sempre, para mim
Nunca deixarás de ser...
A Mulher.
Perfeita.
Tão perfeita como a imperfeição se quer,
Ser único, autêntico... Única...
Personalidade ternamente implacável,
Libertou em mim,
Em toda a sua fúria graciosa,
Tempestade serena, que És,
Furtiva, presente,
Uma paixão que não se agarra
Mas se sente.
És o Vento.
Sinto-te mas não te posso agarrar.
Acalmas-me e abalas-me,
Combalido, não te consigo antecipar.
Oiço-te, mas não te vejo,
Fecho a mão, mas nada,
Vazio.
Não te posso agarrar.
És o Vento que tudo fustiga.
Que que era, mas já não o é,
Depois de ti...
Sem ti...
E Mar... Vejo-o agora claramente também...
És Mar uno com o Vento...
Transparente mas poderoso.
Poderosa.
Esmagarias gigantes... Com a força desse mar,
Se esse capricho assim te assaltasse a vontade,
Mas não... Vais, e vens, e vais...
E vais...
A maré mudou.
Essa força demolidora que vive em ti é Soberana.
Falou.
Tu és Força, Energia, Vida e Ser.
Jamais conseguiria eu fazer justiça
Tentando conter ou descrever
Em apenas palavras,
Nunca!
Por mais anos que eu o fizesse
Independentemente dos anos
Que pudesse vir a Viver...
E foi essa existência Tua,
Que me esmagou desde o primeiro momento.
Fascínio e espanto,
Esta obsessão doentia,
Apaixonada que não quer largar,
De uma forma estúpida, infantil,
Incoerente, inocente mas despropositada...
Mas Fútil... Inconsequente...
Não encontra mais palavras para se exprimir,
E sobretudo, para se fazer Crer...
Crer no Querer...
E lembro.
Lábios doces de provar...
Amor que desconcentra e desnorteia os sentidos...
Estremece-me e envolve as vísceras em espasmos palpitantes...
Cabelos... Deleitosas cortinas de aromas, sensações e emoções...
Iludem os sentidos...
Perco os sentidos...
Perco o pé...
Mas hoje choro.
Hoje já foi.
Não fui merecedor desta criatura que,
Por mais que tente,
Não acho forma, palavras,
Para descrever e lhe fazer Justiça...
Toda a fúria do que não fui, mas tu foste,
Toda a Culpa daquilo que sinto,
Mas que Sinto que deixei de o provar,
Das provas que tu me deste e do que tu sentes...
E eu não dei...
Esmaga-me o peito...
Estrangula-me a alma
Agoniza-me a existência,
Por cada vez mais, menos merecedor me sentir de ti...
Do teu amor...
Sei que não deixarei eu de te amar...
Com isto vou ter de viver...
Amo-te... E mais não é possível dizer,
Pois por mais que a mulher que eu amo,
Para sempre, para mim
Nunca deixarás de ser...
A Mulher.
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