segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Entranhas



Ah, doces Entranhas
Florais Cartas Foral,
Existências comprometidas
Sem compromisso,
Alocadas, resignadamente,
A essa sensação pífia pérfida,
Tangente a essa gente que sente
Sanção premente, Ser,
Essa coisa, cuja marca se faz notar,
Mais na presença ausente da perda,
Do que pela pura e simples inexistência.
Ah… As Entranhas...
Lixo. Sentimentos.
Bacocos rococós burlescos.
Lóbis de chocolates.
A sua abominável e intangível feição,
Canção de céu e mar,
Traja desgosto, mágoas,
Efémeras carcaças,
Fenómeno metafísico, execrável, cruel.
Figura-se castigo por existir,
Proclama-se sádico, se não chega.
Assume-se se já se foi.
Papel.
Ah... Entranhas...
Entranhas minhas...
Fogo ácido da minha carne.
Esgoto se sente, no desgosto.
Estruma-me a alma,
Esperança nas novas ilusões,
Por germinar.
Tristes e enfadonhos relatos.
Aborrecem-me, de tanto me aborrecer.
Relatos estes me ensinaram:
Vida vã, sentir.
Relatos das entranhas.
Estranhos. Entranham-se.
Se contorcem elas sobre eles
(entranhas sobre os relatos, salvo seja!)
Se contorcem sobre repugnantes crostas, nojentas
Teimam estas em não cicatrizar,
Ora crosta, ora carne,
Alma aberta, esvaída na fome sedenta,
Susto e Medo.
Ah... Entranhas...
Vísceras minhas.
Manifestadas já as existências,
Desse asqueroso paquiderme na sala.
Espasmos de alma, peito e carne.
Assim nos compra. Ele.
Promessas eternas, ilusão,
Onirismo, Ilusionismo, Surrealismo,
Tosco e Patético, Feliz Lirismo.
Entranhas essas... Pesado os pagam a todos.
A todos.
Preço visceral que se entranha nas Entranhas.
Palpitações.
Revoltam-se as entranhas, revoltas.
Resulta sempre afinal,
Naquilo que produzem sempre.
As entranhas.

Cano(n)s.

Gentes Estranhas

A ignomínia da soberba é geralmente mais nociva que aquela que é originada na educação. Ou na falta desta. Dividem, conquistam e governa...