quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Chama de Gelo
Arde o fogo com vontade
sedento fôlego e poder
dançam chamas florindo,
queimando, rindo,
Fogo esse já um dia
me ia destruindo
Revolta um passado
nunca esquecido
lembrado, passado,
assumido, ferido
Fantasmas nada queridos
rostos perdidos, escondidos, fingidos
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
senão dor
dor sentida, cantada, privada, escusada, esquecida, afastada...
desprezo, abandono e dor,
confesso por fim de forma suave
aquilo que até há segundos
queria gritar em plenos pulmões
Tudo isso em prosa
por uma voz não grossa
respirada e sentida
Más lembranças,
doces esperanças
Daqui eu espero,
Daqui desespero,
Aqui me despeço
Aqui vos acolho
e não vocês.
Recordo agora as palavras de há pouco
que por pouco já delas me esquecia
adormecidas anos, delírios e febres
A TI te agradeço por mas lembrares:
EU QUERO!
Mustekem-mos!!
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