terça-feira, 24 de abril de 2018

Tapete

O meu Tapete.. 😥


António Manuel Albuquerque, ou Toninho como era chamado, mas para mim sempre foi o meu Tapete.

 Teimoso e orgulhoso, mas na verdade uma alma difícil que queria mostrar a sua independência e autonomia, muito senhor de si e superior a todas as criaturas vivas que, para ele, eram uma contínua falta de chá, sendo ele no fim de contas um trapalhão bonacheirão que gostava de mimo, sossego e um guloso oportunista.




O único gato que eu vi a trocar carne ou peixe por legumes. Sofregamente afundava focinho e bigodes em qualquer tigela de sopa, do puré de legumes ao Caldo Verde, ficando sempre ele como resultado com um ar comprometido de quem foi apanhado, ao mesmo tempo que deliciosos bocados de couves e hortaliças escorriam pelos seus fartos bigodes e ele se ia lambendo a pedir por mais. 

Desde que o vi pela primeira vez que o rebaptizei de Tapete. Apenas por olhar para o seu pelo fabuloso. Gatão. Bochechas de gato que nunca mais acabavam e bigodes majestosos.

Pregou-me cagaços. Tive de o ir buscar uma vez à sala de fumos de treino dos Bombeiros de Almada. Veio de lá negro, uma pantera autêntica, cheguei a ficar dias na dúvida se tinha resgatado o gato certo.

Desconfiado e teimoso, tinha de recorrer a subornos para me conseguir aproximar.
Só deixava cair a máscara e me pedia colo, mimo e atenção quando percebia que me ia embora.

Com ar de rufia, amuado e marrento, cabrãozinho fascista, não tinha vergonha nenhuma no seu comportamento notoriamente provocador. Sabia que me tirava do sério e fazia-o na medida certa, analizando-me a raio-x com aqueles olhos gigantes, cada vez que me via.

Não tive oportunidade de estar com ele tanto tempo como gostaria. E é difícil traduzir por palavras a falta que ele me fará.

O meu Tapete. 🙂

terça-feira, 3 de abril de 2018

Divagações (em quantas vou mesmo?)

Hakuna Matata: iletrado que se procura afirmar como não analfabeto, mas ainda não chegou a  Carpe Diem.

Carpe Diem: qualquer imbecil um pouco menos iletrado, não tem nada mais para dizer, procura justificar a sua conduta ou simples acefalite aguda.

Todos os outros (silêncios, frases feitas ou originais): bestas egoístas, petulantes, egocêntricas, pedantes, cínicas,  cabotinas, sobrancerias, arrogâncias, estupidez, má vontade e desprezo para todos os demais, pois o centro do mundo e da verdade só se encontra naquele metro quadrado de cidadania.



Mustekem-mos!

Gentes Estranhas

A ignomínia da soberba é geralmente mais nociva que aquela que é originada na educação. Ou na falta desta. Dividem, conquistam e governa...