Estava aqui de volta dos meus pensamentos, e queria finalmente começar com aqueles textos alucinados que prometi há uns meses, mas a cabeça não tem ajudado muito e agora que estou mocado e em condições de alucinar à vontade tendo a desculpa dos antibióticos, também não é boa altura, visto que a coisa está de tal forma que nem consigo traduzir a coisa em palavras.
Lembrei-me então de ir à minha Biblioteca buscar uma relíquia literária da nossa língua, para vos brindar com um dos seus textos.
Ora lá vai:
" Os botões de chifre são caros.
... Os botões de chifre chegam a custar chifras astronómicas.
... Há quem pense que dos chifres só se fazem cabos de faca, mas é falso: podem fazer-se muitas coisas com os chifres.
... Por exemplo, botões.
... Toda a gente sabe que há botões de chifre, mas poucas pessoas terão pensado nas razões profundas pelas quais os chifres, quando nascem, já estão destinados... a botões.
... Na verdade, olhando bem para um par de chifres, ninguém os associa, de imediato, à ideia de casacos, calças, gabardinas, sobretudos.
... Olhando bem um par de chifres, as pessoas podem ter várias associações de ideias mas, em princípio, ninguém pensa abotoar-se com eles.
... E há mesmo quem julgue que os chifres não servem para nada, ou seja, que os chifres não valem a ponta de um corno.
... Errado: os chifres são muito importantes para a economia nacional. O equilíbrio da balança de pagamentos - até a balança de pagamentos!- não depende apenas de chifras, mas também dos chifres.
... Porque com os chifres podem fazer-se, além de outras coisas, botões.
... Os melhores botões são de chifre.
... Quem inventou os botões de chifre, descobriu o óbvio: os chifres, quando nascem, não serão para todos, porque os botões de chifre são caros. Mas os chifres nascem para um dia serem botões. Botão de casaco, botão de calça, botão de samarra.
... É aí que os chifres são um bem de consumo. Um bem de consumo e um valor de exportação. Os chifres que produzirmos podem traduzir-se em chifrões e fazer com que a economia nacional levante a cabeça.
... Tudo isto, porque os botões de chifre são óptimos.
... São óptimos e são óbvios.
... Com efeito, qualquer pessoa que olhe para um par de chifres talvez não se lembre de casacos, calças, gabardinas, samarras, sobretudos, blusões e camisas.
... Mas o homem que inventou os botões de chifre foi a essência da questão e fez a dedução lógica.
Tudo aconteceu, um dia, quando o homem que inventou os botões de chifre ainda não tinha inventado os botões de chifre. Já estavam inventados os botões, já estavam inventados os chifres, mas propriamente botões de chifre, ainda não.
... O homem que inventou os botões de chifre viu passar um par de chifres e pôs a questão:
- Para que servem os chifres? - pensou uns segundos e concluiu: - Os chifres servem para investir. Alto! Se servem para investir, também servem para indespir! E se servem para investir e indespir, são, potencialmente, botões!
... São botões ainda em botão!
... E foi assim, puxando pela cabeça, que nasceram os botões de chifre.
... Se não fosse o homem que inventou os botões de chifre, não teríamos o conforto de nos abotoar com eles.
Obrigado. "
retirado de: Pão com Manteiga 2, Lisboa 1981
autores: Bernardo Brito e Cunha, Carlos Cruz, Eduarda Ferreira, Joaquim Furtado, José Duarte, José Fanha, Mário Zambujal.
Mustekem-mos! [[[]]] ***
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
AVISO - PERIGO!
Tive um sopro de espírito comunitário/humanitário e decidi fazer um aviso em relação à minha pessoa:

Pois bem, embora possa por vezes não parecer, eu sou gente que não interessa a ninguém, e isto é um aviso universal, por isso que ninguém se ponha com ideias. Sou um caso perdido e com muito orgulho.

Stay Save.
Don't Try This!
Mustekem-mos!
Ps: Tive que por uma foto do meu amigo para exemplificar porque como cortei o cabelo há pouco tempo, a minha figura não seria suficientemete assustadora, logo o meu aviso não teria metade do impacto.. ou então teria sim.. mas aí arricava-me a que me aparecessem aqui meia dúzia de caramelos de fatiota para me levar para o laboratório, e da última vez não correu nada bem: ainda tou a fazer tratamento à conta disso. Aqueles ácidos do laboratório são um estoiro! Infelizmente o meu estômago também achou.

Pois bem, embora possa por vezes não parecer, eu sou gente que não interessa a ninguém, e isto é um aviso universal, por isso que ninguém se ponha com ideias. Sou um caso perdido e com muito orgulho.

Portanto ostracizem-me, excomunguem-me, façam-me sócio do Benfica e tudo o mais que me possa causar sofrimento ou a mais ínfima náusea que seja.. ou então mantenham simplesmente a distância.
Stay Save.
Don't Try This!
Mustekem-mos!
Ps: Tive que por uma foto do meu amigo para exemplificar porque como cortei o cabelo há pouco tempo, a minha figura não seria suficientemete assustadora, logo o meu aviso não teria metade do impacto.. ou então teria sim.. mas aí arricava-me a que me aparecessem aqui meia dúzia de caramelos de fatiota para me levar para o laboratório, e da última vez não correu nada bem: ainda tou a fazer tratamento à conta disso. Aqueles ácidos do laboratório são um estoiro! Infelizmente o meu estômago também achou.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
...
Não estou com grande paciencia para escrever, por isso so vos digo isto: sono, saciado e escaldado. Tirem as vossas conclusões.
Mustekem-mos
Mustekem-mos
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